" A verdadeira afeição na longa ausência se prova"

Luís de Camões

sábado, 30 de abril de 2011

10 Dicas na Gestão do Orçamento Pessoal

Mais dicas do professor Zanchin.

1.No primeiro mês que receber um aumento aja como se ele não existisse e guarde de toda a diferença entre o salário antigo e o novo. Deixe para viver com o novo salário no mês seguinte.
2.Pague sempre a fatura integral do seu cartão de crédito. Por mais que este procedimento lhe deixe um mês mais apertado, ele vai lhe salvar de cair nas rédeas dos juros altos.
3.Troque o cheque pelo cartão de débito e este pelo dinheiro. Você evitará cair na tentação do cheque pré-datado, ou débitos programados, estes sim um perigo para sua saúde financeira.
4.Lembre-se de que cada R$ 5 economizados diariamente tornam-se R$ 1.825,00 a mais em sua carteira em um ano, sem contar os juros que aumentariam ainda mais este valor.
5.Confira sempre seu orçamento antes de sair às compras e estabeleça um limite de desembolsos
6.Preste muita atenção nos entretenimentos culturais, como museus, concertos e cinema. Eles são menos onerosos (baratos)e vão lhe ajudar no trabalho, pois lhe agregam conhecimento
7.Lembre-se que o CHEQUE ESPECIAL, não possui NADA de especial para você; só para o banco; não se iluda!
8.Realize preferencialmente investimentos que vão lhe proporcionar retorno e no futuro, com a renda destes realizar suas satisfações.
9.Lembre-se sempre da estrutura CUSTOS x DESPESAS e GASTOS e faça a gestão dos desembolsos.
10.Evite compromissos de Longo Prazo com crediário e/ou financeiras. POUPANÇA X CRÉDITO

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uma dica de leitura

Saiu esse mês mais uma obra do escritor Caxiense Uili Bergamin.
Já adquiri  livro, claro né, li e adorei. Ficou lindo!

Sinopse

Conto juvenil ilustrado por Karen Basso e premiado nacionalmente, A Ilha Mágica foi lançado em abril de 2011. Fábula romântica, repleta de elementos fantásticos, simbologias e referências à grandes obras universais do gênero, o livro é um convite para um encontro com o desconhecido, em busca de um objetivo maior. Nesta jornada Rocinante é um navio que atravessa mares, e seus tripulantes, fidalgos doentes de amor em busca de uma Dulcinéia oculta, encontram uma terra habitada por acontecimentos e criaturas estranhas, que os levarão a importantes descobertas sobre si mesmos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dívidas Sexualmente Transmissíveis

Dicas do professor Zanchin de Fundamentos da Economia

1.Não permita que seu parceiro(a) assuma o total controle na administração financeira do casal.
2.Não assine nada sem ler, entender e ver as consequências de uma possível inadimplência
3.Em conta conjunta, assegure-se de que é necessário a assinatura dos dois.
4.Aprenda que o fato de amar alguém não significa que você deva confiar cegamente.
5.Se ganhar mais do que seu parceiro(a), tome um cuidado redobrado
6.Veja se a dívida beneficia só ele(a) ou ambos.
7.Se tiver dúvidas, consulte um economista/advogado antes de assinar qualquer promissória

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Fundamentos da Economia...revisão pra prova...

Quantas vezes já nos deparamos em conflito com o tempo?
Ficamos de mal com o tempo quando temos tempo demais e coisas de menos para fazer ou justamente o contrário, quando o tempo é de menos e as coisas são demais.
Mas a verdade é que o tempo não se acumula, ele flui. Então é uma perda de tempo brigar com o tempo, afinal, as horas mais felizes de nossas vidas são precisamente aquelas em que perdemos a noção da hora.
Temos é que aproveitar o tempo que temos (presente) porque o que já aconteceu não pode ser mudado (passado) e o que está por vir (futuro) é incerto, exceto duas coisas, já ironizava Benjamin Franklin, que as certezas absolutamente certas dessa vida são: “ a morte e os impostos”.
Economicamente falando precisamos agir no presente tendo em vista o futuro, que envolve antecipar conseqüências (antevisão), delinear um caminho (estratégico) e atuar consistentemente (implementação).
Eis o ponto em que eu queria chegar: ECONOMIA, palavra que deriva do grego oikonomia (de óikos, casas; nómos, lei) que significa a administração de uma casa, ou do Estado.
Conceito de Economia
Ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem empregar recursos produtivos escassos na produção de bens e serviços, de modo a distribuí-los entre as pessoas e grupos da sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas.
Alguns nomes importantes na história da economia:

Adam Smith: fundador da economia clássica foi, antes de tudo, um filósofo. Smith defendia que a resposta está na nossa capacidade de nos colocarmos na posição de um terceiro, um observador imparcial.
Sua contribuição mais conhecida foi a hipótese da mão invisível, onde fala que todos os agentes, em busca de lucrar ao máximo, acabam promovendo o bem-estar de toda a comunidade. É como se uma mão invisível orientasse todas as decisões econômicas de uma nação, traria muitos benefícios para a coletividade, independentemente da ação do estado. É o principio do liberalismo.
David Ricardo: todos os custos se reduzem a custos de trabalho e mostra como acumulação de capital, acompanhada de aumentos populacionais, provoca uma elevação da renda. Desenvolve estudos sobre comércio internacional e teoria das vantagens comparativas, dando origem às correntes neoclássica e marxista.
John Stuart Mill: sintetizador do pensamento neoclássico, consolidando o exposto anteriormente e avançando ao incorporar elementos institucionais e ao definir melhor restrições, vantagens e funcionamento de uma economia de mercado.
Jean- Baptiste Say: subordina o problema das trocas de mercadorias a sua produção e populariza a lei de Say, “a oferta cria sua própria procura”.
Thomas Malthus: sistematiza uma teoria geral sobre a população, assinalando que o crescimento da população dependia da oferta de alimentos, dando apoio à teoria dos salários de subsistência e levantando o problema do excesso populacional.


sábado, 23 de abril de 2011

Conc(s)ertos em dó maior para as perdas de espanto

Delmino Gritti

Ganhei este livro de um grande amigo, alguém que como eu é sensível e consegue ver o invisível através da poesia.
Nada conhecia sobre o autor e nem sequer imaginava o que me aguardava naquelas páginas. Me surpreendi com o que encontrei, foi um ser humano com as emoções a flor da pele expondo mais íntimos sentimentos sobre diversos temas como a vida, a morte, o tempo, o amor, a poesia e o que se refere à natureza, o reino animal e principalmente o ser humano na sua relação com o mundo.
O poeta materializa, através da escrita, sua própria alma, e o leitor se delicia porque encontra o eco do seu próprio sentimento.

“Poesia. Que seria do mundo sem ela? A poesia é alimento da alma apesar de todas as sombras”. (Rachel de Queiroz)

A seguir fragmentos do livro:
“Não sabe que respostas
deve dar a todas as
perguntas que recolheu,
mas sabe sem  perguntas não pode andar.
Poderá levar para outro mundo
o que esqueceu de sonhar?”

“Se não é pela poesia,
como crer no absoluto, na eternidade?
O perdurável é a obra dos poetas e sua magia.
Nenhum poema se faz de matéria abstrata,
é carne e seus suplícios,
ternura e alegria é o que ilumina,
o luminoso e o opaco da poesia.”

“ O poeta
que estiver satisfeito do mundo em que vive,
não é poeta e nem sabe amar.”

“Escrever é transmitir rumores íntimos e disso sabem muito bem os poetas.” (Delmino Gritti)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Touro

(de 21 de abril a 20 de maio)

O que é que brilha sem
Ser ouro? - A mulher de touro!
É a companheira perfeita
Quando levanta ou quando deita.
Mas é mulher exclusivista
Se não tem tudo faz a pista.
Depois que dona de casa...
E a noite ainda manda brasa.
Sua virtude: a paciência
Seu dia bom: a sexta-feira
Sua cor propícia: o verde
As flores dos seus pendores:
Rosa, flor de macieira.
Vinicius de Moraes

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Sino do Campanário 2ª edição

Fui apresentada ao O Sino do Campanário, do escritor Caxiense Uili Bergamin, em 2009 por uma amiga que estava estudando os contos no colégio dela.
Fazia poucas horas que ela havia comprado o livro e estava muito curiosa e me atiçou a curiosidade também, principalmente depois que ela deixou o livro em minhas mãos e eu pude folhá-lo rapidamente e então ler a nota do autor.
Simplesmente fiquei maravilhada com aquelas palavras. Palavras de uma inteligência e capacidade para ir lá ao fundo das percepções humanas, que minha reação foi olhar para minha amiga e dizer ‘Nossa isso é incrível!’ eu fiquei sem palavras, tudo se resumiu em INCRÍVEL!
Eis a capa e o trecho que me deixaram sem palavras.



Diz uma velha lenda que a Virgem Maria foi engravidada pelo ouvido. Ah! Que linda metáfora para sugerir as relações eróticas entre a carne e a escrita. Mas não é precisamente nisso que consiste a arte de escrever, em produzir palavras que engravidam? A palavra é masculina: a fala se projeta como falus, eleva-se e penetra, a fim de dar prazer e engravidar. O ouvir é feminino. O ouvido é um vazio, concha, um convite à palavra que lhe trará prazer e vida.
E esta arte é construída a partir de um fragmento sumamente perigoso: o Verbo. Sim, quem não ouviu dizer que no princípio era o Verbo? O verbo, então, se fez carne: o corpo é a escrita encarnada.

Depois disso só lendo os contos para entender a magnitude desse autor. O que começa bom vai se tornando maravilhoso. É uma surpresa a cada badalada do Sino, e com certeza ele ficará soando em seus pensamentos, ele nos faz sentir os personagens e sentimos cada emoção vivida por cada um deles.
Isso tudo na segunda edição deste livro, não tive a oportunidade de conhecer a primeira mas em breve terei em mãos a terceira, que saiu semana passada e pelo que vi está linda e com novidades. Segundo o autor: "...um dos maiores sucessos editoriais dos últimos anos na Serra Gaúcha: O Sino do Campanário. Primeiro livro de contos da região a receber tantas edições. Único livro financiado pelo Fundoprocultura a esgotar tantas tiragens."


sábado, 16 de abril de 2011

Se eu não te amasse tanto assim

Ivete Sangalo
Composição : Paulo Sergio Valle / Herbert Vianna
 
Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval
Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

sexta-feira, 15 de abril de 2011

AS RAZÕES QUE O AMOR DESCONHECE

13 de julho de 1998

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes do Woody Allen, do Hal Hartley e do Tarantino, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem namorado?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do Cupido do que por uma ficha limpa.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele adora o Planet Hemp, que você não suporta. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, mas você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, ele adora animais, ele escreve poemas. Por que você ama esse cara? Não pergunte pra mim.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou murchar, você levou-a para conhecer sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de MPB, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano-Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas só o seu amor consegue ser do jeito que ele é.


Martha Medeiros

quinta-feira, 14 de abril de 2011

por onde queres entrar: boca, ouvido, vagina?
então entre e fique bem dentro, muito além da periferia
inicie sua turnê pelo interior do meu corpo e descubra
que muito mais que um estômago, um fígado e dois rins
habita em mim uma cidade, um povaréu, outro planeta
experimente meu sangue, dê cá sua língua, lamba
sinta do que é feita a minha umidade, e com muito tato
descobre meus pensamentos, que é aquela coisa enroscada
ali no meio do cérebro, desmonte, sacuda, não tenha medo
se cair não quebra, são varias idéias robustas
brigam entre si mas se gostam, moram na mesma casa
e onde faz barulho é onde fica o coração, musculoso e aflito
tem um som, reverbera, ora forte ora rançoso, chegue perto
e agora venha cá espiar com meus olhos, veja o que eu vejo
de que jeito enxergo o mundo de dentro pra fora, agora a alma
aproxime-se e toque, tirando o resto a alma é tudo o que sobra

Martha Medeiros
Nunca ninguém chegou tão perto dos limites entre a lucidez e a loucura como os poetas.
E ninguém chegará.
Só os poetas têm um sétimo sentido, invisível aos pobres de sentimento, mas que levam a lugares de arrepiar a alma.
Poetas andam entre mundos desconhecidos.
Buscam dentro de si as mais fortes emoções e jogam tudo ao vento, dando asas ao pensamento.

domingo, 10 de abril de 2011

Por isso a gravidez me interessa; porque escrever é como parir um filho.
Um descuidinho tolo e nos tornamos pais, ou escritores.

Uili Bergamin

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Fábula do Porco-espinho




Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. 
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. 
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. 
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. 
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. 
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. 
E assim sobreviveram. 

 
Moral da História 
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cuidando de nós mesmos

Ontem na aula de encerramento da primeira parte da disciplina de Gerenciamento Ambiental Rural, um colega levou um vídeo do Globo Rural.
Passamos o semestre todo falando de danos ambientais, quem causou, porque causou e no final das contas, independentemente de quem fez algo errado na natureza, quem é que esta sofrendo com isso?
Cada um de nós.
Por quê?
O planeta é um só e todo tipo de existência depende dele. Nós, portanto dependemos dele e ele precisa estar saudável para que nós também tenhamos uma vida saudável.
Não devemos também sermos radicais, não cortar mais árvores, não plantar porque danifica os solos, andar a pé para não poluir o ar, temos necessidades e algumas são fundamentais, mas temos que usar o que precisamos de maneira a causar o menor impacto ambiental possível.
O vídeo do Globo Rural mostra isso.
A prefeitura conversou com pessoas que vivem no campo e assim encontraram um meio termo, onde é possível as pessoas viverem sem mudar seu modo de trabalhar e ao mesmo tempo cuidar da natureza.



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tic-tac... Passa o tempo

E que tempo temos deixado para amar, viver essas coisas tão importantes para nós?
Vejam que ironia é essa vida.
Enchemos nossa boca para dizer que nossa família é tudo para nós, ou que nossos melhores amigos são insubstituíveis, ou ainda que amamos alguém incondicionalmente, que esse alguém é o homem ou a mulher de nossa vidas.
Penso muito nisso desde que saí do Ensino médio.
Ontem falei com uma velha amiga que há tempos não via, nem falava, porque não tinha tempo.
E hoje, li uma crônica do Paulo Sant’Ana que diz exatamente isso que me atormenta há  3 anos apenas, mas com certeza por muitos anos ainda.

A pressa moderna

O homem primitivo, o das cavernas e o das tribos, com o advento agora das grandes cidades e até das megalópoles, era muito mais social e afetivo com seus circunstantes do que o homem moderno. O homem moderno não tem tempo para os amigos.
O homem primitivo tinha os amigos todos os dias dentro da sua caverna ou no centro da sua aldeia, além das horas quase sempre vagas do seu ócio naturista para bater papo com os amigos.
Hoje, os amigos se gostam de longe. Têm que tratar dos seus negócios, dos seus empregos ou dos seus desempregos. Estamos todos na grande cidade condenados à lei animal das selvas, à competição bárbara e antropofágica ou pelo lucro ou pela carreira profissional.
O homem primitivo andava de cipó, no máximo no lombo de um lhama ou de um cavalo, tudo absolutamente gratuito, caído do céu. O homem moderno tem a luta corporal do vale-transporte, do IPVA ou contra o azulzinho para se locomover.
E essa batalha diária do homem moderno pela sobrevivência afastou-o dos seus amigos e dos seus amores. Está bem, concedo, nem para a família o homem moderno tem mais tempo a dar.
É absolutamente irracional que eu não visite os meus amigos ou não seja visitado por eles. Sinto que os amo, sei que eles me querem, mas o que é bem bom e essencial, nada: o encontro.
O homem moderno criou a cidade para aproximar-se dos outros homens, acabou a sua invenção criando uma distância polar entre ele e as pessoas que ele mais preza.
O homem primitivo se encontrava com seus amigos todas as manhãs bem cedinho, quando os primeiros raios de sol invadiam a sua oca e ele dava de cara no chão batido ou em cima da árvore com todos os seus afetos.
O homem moderno sai cedo e apressado de casa, na maioria das vezes para se encontrar com seus rivais, competidores e inimigos, fingindo cordialidade. Os amigos ficam para depois, num tempo que nunca encontrará por serem demasiados e cruentos os combates pela vida, que lhe tomam todo o tempo.
Os primatas e os indígenas se viam toda hora, os humanos modernos só se vêem com hora marcada. Tem pai hoje em dia marcando hora para receber filho.
Na antigüidade, todos os homens se encontravam todos os dias e todas as horas espontaneamente, ao natural. Hoje em dia todos os homens se encontram com hora marcada, o que quer dizer que se encontram por obrigação.
Tem hora marcada para sair de casa, pegar o ônibus, começar a aula, iniciar o trabalho.Hora marcada para namorar e para transar. Com prazo inicial e prazo terminal. Sempre com pressa.
Hora marcada para o espetáculo, para o médico, para o comício, para a greve, para escrever a coluna e para ler o jornal.
Às vezes não é só hora marcada, é dia, é semana, é mês e ano marcados com antecedência, como nos casos da Justiça do Trabalho, o que por si só já é uma brutal injustiça.
É um olho no relógio e outro no futuro, isto não é vida. É um rali.
Eu ainda peguei o tempo, em Tapes e São Jerônimo, de todos os dias me encontrar com meus amigos, pela manhã, ao meio-dia, à tarde e à noite, nos intervalos do trabalho ou durante o seu curso.
Hoje, só encontramos tempo para o trabalho e para os pagamentos de DOCs nos bancos.
E nunca encontramos tempo para aquele papo furado de fim de tarde no bar da esquina, um chope pra distrair, ouvir um soneto ou um cavaquinho, uma mulher que desfila na calçada, que tempos, já não há mais nem tempo pra trair.
E principalmente não há mais tempo para ver os amigos, o que se constitui na negação da vida e na autodecretação preventiva, antecipada e anunciada da morte. E, quando se encontra um tempinho para um amigo, ele não tem tempo para a gente

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você



Vinícius de Moraes

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quanto Custa o Tempo x Qual o Valor do Tempo ?

Questionamento em uma aula e Fundamentos da Economia.

Quanto tempo desperdiçamos?
Se recebêssemos o tempo em cédulas no início do mês será que pensaríamos em uma
maneira de investir melhor nosso tempo?


A primeira distinção relevante deriva do fato de que o tempo, ao contrário do dinheiro, não é um ativo transferível. O dinheiro, tem uma existência separada daquele que o detém. Daí que ele pode ser entesourado, trocado, emprestado ou doado. O tempo, por sua vez, é um ativo valioso mas indissociável da pessoa que o detém. O dinheiro, é certo, compra tempo de trabalho alheio e compra serviços médicos que podem estender a duração da vida. Mas o dinheiro não compra o tempo em si. E a razão é o fato de que o tempo não pode ser transacionado em mercado. Um bilionário decrépito, por exemplo, por mais que se disponha a fazê-lo, não tem como adquirir um ou dois anos do vigor juvenil de um adolescente que passa fome, ainda que ambos adorassem ter condições de poder efetuar a transação.